Spoiler: Muito mais do que imagina. Foi por isso que decidimos patrocinar a equipa do Bairro da Tojeira.
Quando a equipa de futsal do Bairro da Tojeira nos contactou para discutir um possível patrocínio, a nossa primeira reação foi a mesma que a de qualquer empresário: «Isto faz sentido para o negócio?»
No entanto, acabámos por fazer uma pergunta diferente: "O que podemos aprender com eles?
E descobrimos algo fascinante.
A gestão de uma equipa de futsal é semelhante à gestão de uma PME
Pense nisto: uma equipa de futsal tem recursos limitados, enfrenta adversários mais fortes, tem de tomar decisões rápidas e depende totalmente da coordenação entre os seus elementos.
Soa-lhe familiar? É o dia a dia de uma PME portuguesa.
Na ThinkOpen, trabalhamos todos os dias com empresários que gerem os seus negócios como um treinador que gere a sua equipa: com paixão, estratégia e conscientes de que cada decisão é importante.
Por isso, este patrocínio não é só sobre apoiar o desporto local (embora isso seja importante). Trata-se de reconhecer semelhanças: vemos nos jogadores e treinadores do Bairro da Tojeira os mesmos desafios com que os nossos clientes se deparam diariamente.
7 Lições de Gestão que o Futsal Ensina às PME
#1. Ninguém fica no banco (Gestão de Recursos)
Numa equipa de futsal, todos jogam. Não há espaço para quem não contribui. O mesmo se passa numa PME: cada colaborador tem impacto direto no resultado.
Tal como um treinador precisa de saber exatamente quem está disponível, em que forma e para que função, um gestor precisa de ter uma visão global da sua equipa. Quem está em que projeto? Qual é a carga de trabalho real? Sem essa visão de 360°, está a gerir às cegas.
#2. A regra dos 3 segundos (Agilidade)
No futsal, a transição da defesa para o ataque é fulminante. Demora três segundos a criar uma oportunidade de golo. E 3 segundos a perdê-la.
No mundo empresarial, é igual: um cliente contacta, um concorrente baixa os preços, surge uma oportunidade de fornecimento. Quem reage mais depressa, ganha. A diferença entre fechar um negócio ou perdê-lo está na agilidade: consegue consultar o stock, as margens e o histórico do cliente em minutos? Ou demora dias a preparar uma proposta?
#3. Ler o jogo antes da jogada (Business Intelligence)
Os melhores jogadores de futsal não são os mais rápidos. São os que antecipam a jogada seguinte, os que identificam padrões, os que sabem onde a bola estará antes dela lá chegar.
No negócio, é igual: não ganha quem trabalha mais horas, mas sim quem antecipa as tendências. Que produtos estão a crescer? Que clientes estão em risco? Onde está a próxima oportunidade? A Business Intelligence não é para grandes empresas, mas sim para PME que querem estar um passo à frente.
#4. Ajustar o plano ao intervalo (Flexibilidade)
Nenhum treinador começa o segundo tempo com a mesma estratégia se estiver a perder por 3-0. Ele ajusta, adapta, muda. No entanto, quantos empresários continuam a seguir o mesmo plano quando o mercado muda, quando um fornecedor falha ou quando um produto não vende? Se só fizer o balanço no final do mês, estará a jogar às cegas durante 29 dias. A flexibilidade estratégica exige informação atualizada. Sempre.
#5. O fim do "Isso não é comigo" (Colaboração)
No futsal, não há "isso não é comigo". O pivô ajuda na defesa. O guarda-redes inicia jogadas ofensivas. É uma responsabilidade coletiva. Os silos departamentais matam as PME da mesma forma: o departamento de vendas não sabe o que há em stock, o departamento de produção não sabe o que foi vendido e o departamento financeiro não vê as margens reais. Quando cada departamento tem a sua própria versão da verdade, ninguém está realmente a jogar em equipa.
#6. Substituições no momento certo (Otimização)
Um jogador cansado comete erros. Um jogador na posição errada não rende. Saber quando e quem substituir é uma arte de gestão, tanto no campo como no escritório. Tem visibilidade sobre quem está sobrecarregado? Sabe quem tem capacidade disponível? Ou só se apercebe disso quando alguém está em burnout ou quando um projeto atrasa? Gerir recursos não se resume a ter pessoas, mas sim a otimizá-las.
#7. Sem bola não há jogo (Cashflow)
Pode ter a melhor equipa do mundo, mas se não tiver dinheiro, não pode jogar. Pode ter o melhor produto do mundo, mas se não houver fluxo de caixa, não sobrevive.
A gestão financeira não se resume ao que se vende, mas sim ao que entra e quando entra. Já teve lucro no papel, mas não conseguiu pagar os ordenados? Já perdeu descontos de fornecedores por não ter dinheiro no momento certo? Isso não é azar. É falta de controlo de tesouraria.
ThinkOpen Patrocina Bairro da Tojeira: Investir na Comunidade
Acreditamos numa coisa simples: as empresas são feitas de pessoas. E as pessoas precisam da comunidade.
Muitos dos jogadores do Bairro da Tojeira são colaboradores e gestores de PME. Trabalham durante o dia e treinam à noite. Alguns deles gerem e trabalham em equipa, seja nas empresas, nos clubes ou nas famílias. Fazem malabarismos com recursos limitados e grandes ambições.
São exatamente como os nossos clientes. Alguns até são os nossos clientes.
E se há algo que aprendemos em anos a trabalhar com PMEs portuguesas é isto: as melhores empresas são geridas como as melhores equipas desportivas.
No final, todos estamos a jogar o mesmo jogo: fazer mais com menos, competir com gigantes, e vencer pela inteligência, não só pela força.
Força, Bairro da Tojeira! 💙
E força a todas as PME que jogam para vencer todos os dias.
Soluções Odoo para PME: Gestão Integrada que Funciona
Se estas 7 lições de gestão fizeram sentido para si, talvez esteja na altura de avaliar se as suas ferramentas de gestão o estão a ajudar a jogar o melhor jogo possível.
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