Com a chegada do Odoo 19, muitas empresas voltam a colocar a mesma questão: "A contabilidade está realmente preparada para Portugal?" No caso da ThinkOpen, a resposta é clara: sim, e todas as funcionalidades de contabilidade para a realidade fiscal portuguesa já estão disponíveis na versão mais recente.
Existe uma diferença enorme — e dispendiosa — entre ter um módulo de contabilidade e ter uma contabilidade que cumpra as obrigações portuguesas.
O Odoo é, por natureza, uma das plataformas de gestão mais completas do mundo. No entanto, tal como qualquer ERP internacional, não nasce a pensar no Sistema de Normalização Contabilística, nas declarações da Autoridade Tributária, nas comunicações ao Banco de Portugal ou no fecho de ano segundo as regras fiscais nacionais. Tudo isso é localização e a localização portuguesa é, reconhecidamente, uma das mais exigentes da Europa.
É exatamente aí que entra o trabalho da ThinkOpen. Ao longo de mais de uma década como o primeiro parceiro Odoo em Portugal, desenvolvemos um conjunto de funcionalidades de contabilidade pensadas especificamente para a realidade fiscal portuguesa, que o Odoo não inclui nativamente.
É a primeira vez que as reunimos e apresentamos em pormenor. Começamos pelo que é estrutural e descemos até às que respondem a necessidades mais específicas.
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A contabilidade em Portugal é um caso à parte.
A contabilidade organizada em Portugal não se limita ao registo de débitos e créditos. Significa também cumprir um conjunto de obrigações declarativas e estatísticas com prazos rigorosos, classificar cada operação segundo um plano de contas normalizado, garantir a total rastreabilidade e estar preparado para entregar à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) ficheiros estruturados que cruzam automaticamente os seus dados.
Um ERP genérico fornece-lhe os blocos de construção: diários, contas, impostos e relatórios. No entanto, não inclui, de imediato, a Declaração Periódica de IVA pronta a submeter, o Modelo 30 das retenções a não residentes, o mapa de depreciações Modelo 32 ou a comunicação COPE ao Banco de Portugal. Essa é a camada que faz a diferença entre "ter o Odoo" e "ter o Odoo a trabalhar para a sua empresa em Portugal".
E há uma segunda parte nesta história. A faturação certificada, que abordámos em pormenor no nosso artigo sobre o software de faturação certificado pela AT para o Odoo 19, garante que os documentos emitidos são legais. A contabilidade assegura que tudo o que esses documentos geram é tratado, apurado e reportado em conformidade com a lei. As duas peças complementam-se. Este artigo é sobre a segunda.

O ponto de partida: o Plano de Contas PT.
Tudo começa com o Plano de Contas PT, que está pré-configurado de acordo com o Sistema de Normalização Contabilística (SNC). É a base sobre a qual assenta tudo o resto e não é por acaso que é a primeira peça da nossa lista.
Não é necessário construir nada do zero nem adaptar à força um plano internacional: a estrutura está pronta para a realidade nacional, com a classificação que os seus contabilistas e a AT esperam. E este rigor não é um pormenor técnico sem importância, mas sim o que torna possível tudo o que se segue, desde o apuramento do IVA até à geração do ficheiro SAF-T. A fiabilidade da contabilidade depende do plano de contas que a sustenta.
SAF-T da Contabilidade: a peça que vai distinguir quem está preparado de quem não está.
O SAF-T PT reúne toda a informação contabilística e fiscal da empresa num formato estruturado e normalizado destinado à Autoridade Tributária e está concebido para alimentar o pré-preenchimento dos anexos A e I da IES. Em suma, deixa de ser a empresa a preencher manualmente esses anexos, passando a ser a AT a fazê-lo a partir dos seus dados. Isto significa que a qualidade desses dados deixa de ser uma questão interna e passa a ser visível para o fisco.
Quem tiver as contas bem estruturadas e as taxonomias corretamente atribuídas estará preparado; quem deixar para a última hora descobrirá que não é possível reconstruir um ano inteiro de classificação num fim de semana.
A geração do SAF-T da contabilidade integrada no sistema não é, por isso, uma funcionalidade para "um dia mais tarde". É a forma de garantir, desde já, que a sua contabilidade está a ser elaborada no formato correto.
IVA: da declaração ao apuramento, sem improvisos.
O IVA é a área em que a maioria das empresas sente, mês a mês, o peso das obrigações, pelo que se destaca no dia a dia. Desenvolvemos um conjunto de funcionalidades que cobrem todo o ciclo.
A declaração de IVA, bem como os respetivos anexos, é gerada com base nos dados já contabilizados, sem ser necessário exportar para folhas de cálculo nem proceder a reconstruções manuais. A Declaração Recapitulativa do IVA trata das operações intracomunitárias, um processo essencial para qualquer empresa que compre ou venda dentro do espaço europeu.
O Apuramento de IVA proporciona segurança no fecho de cada período, permitindo simular o apuramento, analisar e corrigir os dados antes de aprovar e publicar os movimentos contabilísticos correspondentes. Assim, é possível ver o resultado antes de o fechar e evitar surpresas.
Retenções e obrigações fiscais: Modelo 10 e Modelo 30.
Quem paga rendimentos tem de os declarar e Portugal dispõe de modelos próprios para o efeito.
O Modelo 10 destina-se à declaração anual dos rendimentos pagos a residentes e das respetivas retenções na fonte. O Modelo 30 trata dos rendimentos pagos a entidades ou pessoas não residentes e das retenções aplicadas. Ambos representam obrigações que, fora de um sistema preparado para Portugal, implicam um trabalho manual demorado e suscetível de erros. No módulo da ThinkOpen, estão integrados no fluxo contabilístico e são alimentados pelos dados já existentes no sistema.
Operações com o exterior: COPE e Intrastat PT.
À medida que uma empresa cresce e se internacionaliza, surgem obrigações que muitos ERP simplesmente ignoram.
A COPE (Comunicação de Operações e Posições com o Exterior) consiste na comunicação ao Banco de Portugal das operações e posições com o estrangeiro, sendo fundamental para as estatísticas da balança de pagamentos e obrigatória acima de determinados limiares. O Intrastat PT responde à obrigação estatística de reportar a circulação de mercadorias dentro da União Europeia.
São obrigações técnicas, específicas e fáceis de descurar — até ao momento em que se transformam num problema. Tê-las cobertas no mesmo sistema onde já está a sua contabilidade poupa tempo, reduz o risco e evita a necessidade de recorrer a ferramentas externas.
O que completa o quadro: imobilizado, fecho de ano, eco-taxas e factoring.
Por fim, um conjunto de funcionalidades que respondem a necessidades muito concretas do tecido empresarial português, complementando a cobertura do módulo.
Os Mapas Legais de Imobilizado - Modelo 32 fornecem o mapa de depreciações e amortizações exigido por lei, um elemento essencial na gestão de ativos e no cumprimento das obrigações de IRC.
O Fecho automático do ano fiscal PT transforma o encerramento do exercício — um dos momentos mais delicados e propensos a erros de todo o ano contabilístico — num processo controlado e repetível, com o apuramento de resultados e a transição de saldos efetuados de acordo com as regras nacionais.
As Eco-taxas permitem o tratamento correto das contribuições parafiscais associadas a determinados produtos (embalagens, pneus, equipamentos elétricos, entre outros), as quais devem ser refletidas com rigor. O Factoring responde às empresas que recorrem à cedência de créditos como instrumento de financiamento, com o tratamento contabilístico adequado.
São pormenores? São. Mas são precisamente os detalhes que distinguem uma contabilidade que "quase" cumpre da que cumpre de facto.
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Há uma vantagem que se sobrepõe a tudo o que referi: uma vez que esta camada está integrada nas restantes áreas do Odoo, os lançamentos contabilísticos são gerados automaticamente e em tempo real. Cada venda, cada fatura de fornecedor, cada salário processado e cada movimento de imobilizado dão origem ao respetivo movimento contabilístico no momento em que acontecem, sem necessidade de introduções manuais ou de haver desfasamentos.
A contabilidade beneficia também diretamente das nossas outras funcionalidades de localização portuguesa, como a faturação certificada e o processamento salarial, pois foram todas desenvolvidas pela ThinkOpen para cumprir os requisitos legais nacionais, falam a mesma língua e interagem entre si. Este princípio é explorado em pormenor no artigo sobre contabilidade integrada, automática e em tempo real.
E o Odoo 19? O melhor dos dois mundos, já disponível.
O Odoo 19 inclui melhorias relevantes para a contabilidade: um motor de relatórios renovado e mais rápido, registos de auditoria mais detalhados, uma nova funcionalidade de gestão de prazos e validações de declarações fiscais e uma reconciliação bancária simplificada com leitura automática de documentos.
No entanto, estas melhorias são internacionais. É necessária uma camada específica para Portugal por cima — e é essa camada que a ThinkOpen desenvolve e mantém. A boa notícia é que não é necessário esperar: todas as funcionalidades de contabilidade portuguesa aqui descritas já estão disponíveis no Odoo 19. Ao migrarem para a nova versão, os utilizadores beneficiam, desde o primeiro dia, do plano de contas SNC, do SAF-T, do IVA e de tudo o resto, sem abdicarem de um único requisito legal.
Na ThinkOpen, não fornecemos um ERP internacional genérico. Entregamos o Odoo preparado para a realidade portuguesa, com desenvolvimento local contínuo, suporte especializado e acompanhamento de todas as alterações legislativas, para que a sua única preocupação seja o seu negócio e não a próxima portaria.
Perguntas Frequentes sobre Contabilidade no Odoo 19
Está o Odoo 19 preparado para a contabilidade portuguesa?
Sim. A ThinkOpen, o primeiro parceiro da Odoo em Portugal, desenvolveu uma camada de contabilidade para a versão portuguesa que já está disponível no Odoo 19. Esta camada cobre o Plano de Contas SNC, o SAF-T da contabilidade, o IVA, os Modelos 10 e 30, a COPE e a Intrastat.
O Odoo gera o ficheiro SAF-T da contabilidade?
Sim. Com a localização portuguesa da ThinkOpen, o Odoo gera o ficheiro SAF-T (PT) da contabilidade, no formato exigido pela Autoridade Tributária e preparado para o preenchimento automático dos anexos A e I da IES.
Quem desenvolve a localização de contabilidade do Odoo em Portugal?
Estas funcionalidades foram desenvolvida de raiz pela ThinkOpen com base em mais de uma década de experiência, garantindo um nível de profundidade e robustez que vai muito além das adaptações genéricas do mercado.
Que obrigações fiscais portuguesas são cobertas pelo Odoo?
Plano de Contas SNC, SAF-T da contabilidade, declaração de IVA, declaração recapitulativa, apuramento de IVA, modelo 10, modelo 30, COPE, Intrastat, mapas de imobilizado (modelo 32), fecho automático do ano fiscal, ecotaxas e factoring.
O Odoo é um bom programa de contabilidade para empresas em Portugal?
Sim, para além das funcionalidades nativas internacionais, a localização portuguesa da ThinkOpen faz com que o Odoo passe a cumprir as obrigações contabilísticas e fiscais nacionais, com a vantagem de integrar a contabilidade, a faturação e o processamento salarial num único sistema.
A contabilidade do Odoo está integrada com a faturação e os salários?
Sim, os lançamentos contabilísticos são gerados automaticamente e em tempo real a partir de vendas, compras, processamento salarial e movimentos de imobilizado, visto que a faturação, o departamento de recursos humanos e a contabilidade foram todos desenvolvidos pela ThinkOpen para a realidade portuguesa.
Está pronto para uma contabilidade verdadeiramente portuguesa no Odoo 19?
Se está a considerar o Odoo 19 ou já o tem e pretende garantir que a sua contabilidade cumpre todos os requisitos legais portugueses, como o Plano de Contas SNC, o SAF-T, o IVA, os Modelos 10 e 30, a COPE e o Intrastat, fale connosco.
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